segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

The Big Bang Theory – 5×11: The Speckerman Recurrence

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Nerds versus bullies, uma briga que em TBBT não escolhe idade, sexo ou etnia. E nos dá um dos melhores episódios da temporada.
Spoilers Abaixo:
Não sei se eu já estava sentindo falta de TBBT, se é tristeza antecipada pela chegada do hiatus ou se realmente capricharam neste episódio, mas o fato é que não consegui não me divertir em boa parte das cenas e piadas de “The SpeckermanRecurrence”, que, de forma leve e divertida, traz à tona como nunca antes na série uma conhecida rivalidade: a dos nerds contra os bullies.
Começamos com uma cena bastante old-school, com Penny perguntando a nova senha do Wi-fi dos rapazes e sendo esculachada por Sheldon. Fiquei pensando se “Valentime’s Day” é realmente um erro que ocorre nos EUA ou se foi uma piada forçada demais. Seria como alguém falar “Matal” no Brasil. Será que existe mesmo? A dúvida fez com que eu não risse da piada, mas boa parte do que veio depois mudou bastante esse quadro.
Meu primeiro elogio vai para o roteiro criado para o Sheldon. Usado na medida certa esta semana, o nerd-alfa nunca esteve tão divertido nesta temporada, desde o “jogo de contar algo estranho” até a sugestão de matar o ex-valentão da escola de Leonard no meio da noite. O engraçado é que, não fosse pela cena final no apartamento dos protagonistas, nenhum dos bullies do episódio (no caso, Speckerman e Penny) teria chegado aos pés do bullying que o personagem de Jim Parsons pratica em seus amigos, e este episódio me fez enxergar as ações do personagem por outro ângulo. Enquanto o “normal” é sofrer bullying por ser tímido e tirar notas altas, Sheldon provoca uma inversão de valores na série, e atormenta aqueles que não são suficientemente nerds na visão dele. Com esse contraste apresentado de forma muito bem delineada pela série, algo que isoladamente costumava me incomodar se tornou extremamente divertido, provando que Sheldon definitivamente não precisa passar a se comportar como uma criança para nos fazer rir.
Leonard também merece congratulações, passando longe de ser puramente um personagem-escada. Seu plot neste episódio poderia ter sido usado em qualquer temporada passada, mas guardá-lo para um momento em que a série estivesse precisando foi uma excelente ideia. As palavras lidas em voz alta por ele ao interpretar a própria caligrafia a pedido de alguém funcionaram muito bem como humor por repetição, ri de todas elas. E o motivo do retorno de Speckerman era tão idiota e sem importância que deixou toda a situação mais divertida ainda. É claro que o fato de a série ter abraçado esse mito de “o valentão da escola vira um loser na vida adulta” é uma forma meio romantizada de satisfazer (pra não dizer “iludir”) ao público nerd, mas isso é mero detalhe, que em nada compromete a qualidade do episódio.
Howard e Raj continuam subaproveitados, principalmente Howard. Não que isso me agrade, mas vale dizer que gostei tanto do episódio que pela primeira vez achei que um aumento da participação deles poderia agir contra o roteiro ao invés de a seu favor. É melhor manter um personagem mais discreto no episódio a criar um plot qualquer só para que ele apareça, concordam?
Mas quem roubou a cena mesmo foi o Clube da Luluzinha. Inspiradas pelo acontecimento na vida de Leonard, Bernadette e Amy, como nerds legítimas, começam a se lembrar das práticas de bullying que sofriam na escola e concluem que Penny era do grupo dos vilões na adolescência. A imagem que capturei para ilustrar esta review, com as duas disfarçando um certo “medinho” da amiga, é bastante representativa do que o bullying provoca nos nerds, e mostra um dos principais momentos em que o episódio me conquistou, daqueles em que a expressão facial das atrizes é essencial para a piada. A incapacidade de Penny de fazer qualquer boa ação para tentar compensar o passado também rendeu risadas.
Apesar de tudo, preciso reforçar o pedido: por favor, parem com as piadas lésbicas da Amy! Eu gosto dela, inclusive ri bastante com ela neste episódio, mas isso não tem a mínima graça! Bernadette e suas botinhas, por outro lado, me fizeram ficar com aquele sorrisão no rosto já depois do fim, coisa que TBBT não conseguia há algum tempo.
Após o término de um episódio que explorou tão bem o potencial de todos os sete personagens do elenco fixo e seu universo nerd, acabei me sentindo finalmente recompensado por não ter desistido da série. E animado para não desistir tão cedo.
Destaques:
- Sheldon assistindo ao streaming do Prêmio Nobel e comentando ao vivo.
- Amy: “A Kathy Geiger ria?”
Penny: “Difícil dizer, tinha uma espiga de milho na boca dela”
- Speckerman: “[Leonard e eu] Éramos uma dupla de comediantes!”
Howard: “Como a Peste Negra e a Europa.”
- O primeiro filme que Raj assistiria com os óculos 3D de Speckerman: “Annie”. Boa piada, e hilária quando somada à cara de vergonha alheia do Howard.
- Amy: “Talvez você possa mitigar sua culpa por meio de altruísmo.”
Penny: ??? (já ri alto da cara dela aqui! KaleyCuoco é demais!).
- Bernadette roubando as botinhas e correndo: “IT’S OK, I SERVE SOUP FOR POOR PEOPLE!”
série maniacos
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